Quote
"As pessoas conseguem se unir para uma ação pontual, com interesse específico e efêmero, mas não construir projetos consensuais. Isso ocorre porque a relação de consumo se tornou a relação matricial da nossa sociedade. Quando você compra um produto, está desinteressado de todo o longo processo que o levou às suas mãos, envolvendo escolhas, sacrifícios de pessoas, etc. E assim que aquilo satisfaz sua necessidade imediata, você o descarta sem preocupar também com consequências. De certa maneira, há uma relação de consumo com a política hoje. As pessoas estão consumindo política, não produzindo política. Elas não se envolvem nos processos de negociação, nem têm participação efetiva nas tomadas de decisão. Quando vem um resultado - um produto - que elas não gostam, reclamam com enorme intensidade. Mas depois, na hora de construir, que é muito mais difícil, pois pressupõe articulação de interesses diferentes, não conseguem avançar."

Estadão - Caderno Aliás - Em trânsito

Na verdade, o resto da entrevista é meio babaca (o cara chama ‘flash mob’ de ‘instant mob’), mas achei interessante esse conceito de “consumir política”. Não sei se concordo que é isso que esteja acontecendo agora, embora exista o fator ‘modinha’ em alguns casos…

Photo
Nao vai haver amor nessa porra nuna mais

Nao vai haver amor nessa porra nuna mais

Photo
Photo
sashalioness:

ENQUANTO O CORPO E O SER FEMININO CONTINUAREM A SEREM VISTOS COMO CRIMINOSOS TÃO SOMENTE POR EXISTIREM, A NOSSA LUTA CONTINUARÁ. NÓS, MULHERES CIS OU MULHERES TRANS* SOMOS TODAS MULHERES.Sasha também é militante!Seu machismo é indecente, não os meus seios!!!“Dia 13 de junho as 10h30, local Rua Humberto de Campos 315 /2° andar- Jecrim do Leblon,eu Indianara Siqueira serei julgada por Ultraje Público Ao Pudor.Depois das “confusões” criadas na Marcha Das Vadias e criar o protesto “Meu Peito,Minha Bandeira,Meu Direito” onde algumas trans me seguiram, policiais ficaram atentos até conseguirem me deter.Após receber voz de prisão por desacato ao me negar a assinar o B.O e liberada após pagamento de fiança feito por companheirxs Vadixs,recebi a intimação do julgamento.Independente do resultado do julgamento e mais que uma pessoa ou um um coletivo,o que estará sendo julgado é o gênero,a imagem do feminino que não tem o mesmo direito que o masculino.A justiça criará também um dilema.Se me condenar estará reconhecendo legalmente que socialmente eu sou mulher e o que vale é minha identidade de gênero e não o sexo declarado em meus documentos e isso então criará jurisprudência para todas xs pessoas trans serem respeitadxs pela sua identidade de gênero e não pelo sexo declarado ao nascer.Se reconhecer que sou homem como consta nos documentos estará me dando o direito de caminhar com os seios desnudos em qualquer lugar público onde homens assim o façam,mas também estará dizendo que homens e mulheres não são iguais em direito.To be or no to be”Para entender melhor o caso:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=382422351874626&set=a.271869379596591.62469.271868242930038&type=1Será que o FB deleta esse post?!As apostas estão abertas!

sashalioness:

ENQUANTO O CORPO E O SER FEMININO CONTINUAREM A SEREM VISTOS COMO CRIMINOSOS TÃO SOMENTE POR EXISTIREM, A NOSSA LUTA CONTINUARÁ. 

NÓS, MULHERES CIS OU MULHERES TRANS* SOMOS TODAS MULHERES.

Sasha também é militante!

Seu machismo é indecente, não os meus seios!!!

“Dia 13 de junho as 10h30, local Rua Humberto de Campos 315 /2° andar- Jecrim do Leblon,eu Indianara Siqueira serei julgada por Ultraje Público Ao Pudor.
Depois das “confusões” criadas na Marcha Das Vadias e criar o protesto “Meu Peito,Minha Bandeira,Meu Direito” onde algumas trans me seguiram, policiais ficaram atentos até conseguirem me deter.Após receber voz de prisão por desacato ao me negar a assinar o B.O e liberada após pagamento de fiança feito por companheirxs Vadixs,recebi a intimação do julgamento.
Independente do resultado do julgamento e mais que uma pessoa ou um um coletivo,o que estará sendo julgado é o gênero,a imagem do feminino que não tem o mesmo direito que o masculino.
A justiça criará também um dilema.
Se me condenar estará reconhecendo legalmente que socialmente eu sou mulher e o que vale é minha identidade de gênero e não o sexo declarado em meus documentos e isso então criará jurisprudência para todas xs pessoas trans serem respeitadxs pela sua identidade de gênero e não pelo sexo declarado ao nascer.
Se reconhecer que sou homem como consta nos documentos estará me dando o direito de caminhar com os seios desnudos em qualquer lugar público onde homens assim o façam,mas também estará dizendo que homens e mulheres não são iguais em direito.

To be or no to be”

Para entender melhor o caso:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=382422351874626&set=a.271869379596591.62469.271868242930038&type=1

Será que o FB deleta esse post?!
As apostas estão abertas!

Text

Mulheres ignoradas na torcida brasileira

Porque está fechado no site do Valor, e essa merece ser aberta:

Por Angela Klinke

Ela é das antigas. Aos 65 anos, coloca a camisa grená (aquela com o São Jorge) e segue a pé para o Pacaembu. A policial feminina na entrada do estádio a cumprimenta pelo nome, enquanto confere, mais por hábito, se ela está mesmo inscrita na lista dos não pagantes. Claro que sim. Lá vai, então, com o boné ajeitado nos cabelos branquinhos para o setor verde, sentar-se na última fileira, aquela parcialmente coberta, ao lado de outros aposentados. Em mais de quatro décadas indo a estádios, ela sabe que há bem mais mulheres ocupando as arquibancadas nos últimos anos. Várias delas vão sozinhas. Outras carregam crianças.

A Copa das Confederações está aí, uma prévia para a “apoteose” de 2014. Mas até agora as mulheres não são protagonistas na torcida brasileira, pelo menos para os anunciantes e patrocinadores. Será que vão ficar relegadas ao papel das provedoras de petiscos no dia da partida ou ao de coadjuvantes carnudas para as cervejarias?

Num momento em que se questiona o legado da Copa do Mundo e a viabilidade econômica dos estádios, é pura miopia ignorar a importância da mulher para o futebol. Ou será que neste quesito ainda estamos na classificação “nicho de mercado”? A consultoria Pluri investigou o interesse das moçoilas pelo esporte no fim do ano passado. Entrevistou-as em seis capitais e descobriu que 62% delas gostam de futebol. Das 38% que não se interessam, metade estaria disposta a ir ao estádio como opção de entretenimento. Para isso exigem o básico, como qualquer cidadão: banheiros decentes, segurança e, de preferência, cobertura. Chuva, não, “please” (mas imagine uma ação de marketing com antifrizz para os fios úmidos e arrepiados…).

“A Europa já descobriu há muito tempo a importância das mulheres nos estádios. O clima muda de guerra para festa, elas inibem a violência”, diz Fernando Ferreira, sócio da Pluri. “Além disso, elas consomem mais, no estádio e fora dele, chamam mais a atenção de patrocinadores e, fundamental, favorecem a formação de novos torcedores com o aumento natural da presença de crianças.”

Veja só, pensar na torcida do futuro, quando o público mingua a cada campeonato, significa criar filhos e filhas engajados com o esporte além dos games da Fifa ou das camisas chiques dos times internacionais, como a do Barcelona. As torcedoras não são espectadoras passivas, acompanhantes de maridos ou namorados. Há uma geração de garotas buscando espaço nas escolinhas de futebol do país. Um contingente de moças que compra jogos nos canais fechados. Ou que encara as adversidades nos estádios. Elas estão sedentas para sentar na primeira fila.

Ferreira destaca a ação do clube gaúcho Internacional que “deixou os banheiros apresentáveis e colocou mais seguranças nas partidas”. Segundo ele, ao dar um toque mínimo de dignidade e civilização, a “participação das mulheres no programa de sócio torcedor subiu de 2% para 22%.” Melhor que dar florzinha pelo Dia Internacional das Mulheres, não é não?

Na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense que está sendo reformado para a Copa, destaca Ferreira, estão previstas 40 lojas e praça de alimentação, num “shopping acoplado”. Quem vai garantir o tráfego e as vendas nestas unidades? Os homens-caricatura que nem lavam as camisas de torcedor para manter o “suor da sorte”?

É um frescor ver que a novela “Sangue Bom”, da Rede Globo, tenha uma personagem cuja caracterização como torcedora fanática é seu principal atributo. A jovem Giane tem dois amores, um moço bonito e o Corinthians. Foge do estereótipo Maria-chuteira, que ninguém nega que exista, e que viabilizou __ dramaturgicamente, falando__ a participação de Neymar em “Amor à Vida”. Há mulheres que consomem jogadores, e muitas que consomem futebol.

Há quatro anos, portanto antes da Copa da África do Sul, a Enfoque, empresa de pesquisas de marketing, realizou um levantamento sobre o engajamento dos torcedores e detectou o crescente envolvimento das mulheres com o esporte. Os pesquisadores identificaram uma oportunidade de negócios e queriam despertar as equipes de marketing para isso. Mostraram que era a hora de se fazer ações inclusivas para o público feminino pensando em 2014. “De lá para cá, não vi grandes avanços. As empresas não captaram este potencial. A propaganda ainda não fala com a torcedora”, diz Zilda Knoploch, uma das coordenadoras do estudo.

O espinhoso cruzamento de cerveja com futebol, então, é ainda mais restritivo. Quando a mulher aparece, é para “embelezar” o cenário. Num filme que está no ar, em dia de jogo no estádio elas são as bonitonas da torcida espanhola que ficam na fila de trás dos moços, fazendo pano de fundo. “Os anunciantes temem incluir as mulheres e melindrar os homens. Ninguém quer se arriscar mesmo sendo elas responsáveis por 30% do consumo de cerveja hoje no país”, diz Ricardo Lordes, da agência Pátria. Ele é autor do livro “Olhar Feminino”, em que conta sua experiência criando peças publicitárias para consumidoras.

De qualquer forma, acredita Lordes, a comunicação das cervejarias tem ganhado contornos menos machistas. “As mulheres foram promovidas de picanha a figurantes”, ironiza. “Agora elas são as ‘colegas’ de bar”, completa Zilda. Não querem passar a bola pra gente. Tolinhos. A gente já chuta com as duas e cabeceia.



© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico. 

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/cultura/3149686/mulheres-ignoradas-na-torcida-brasileira#ixzz2VOmSZQO3

Photo
yourneonheart:

Euamotubaina
Euamotubaina is Brazilian producer/musician Eduardo Roberto. One of the descriptions in the biog he sent to me really sums up the sound “Edu’s music sounds like Enya-inspired ambient music, or an 8-bit videogame soundtrack, or maybe a mixture of both, during the hard, dark bit just before you meet the big boss at that end of the level”. 

I’m struggling to define Euamotubaina’s music… It’s just really interesting electronic progressions which build and evolve in to really entertaining musical arrangements. Euamotubaina tells me that there is more new material going up on his Soundcloud page soon!
Links:
https://soundcloud.com/euamotubaina
http://facebook.com/euamotubainablog
https://plus.google.com/u/euamotubaina

yourneonheart:

Euamotubaina

Euamotubaina is Brazilian producer/musician Eduardo Roberto. One of the descriptions in the biog he sent to me really sums up the sound “Edu’s music sounds like Enya-inspired ambient music, or an 8-bit videogame soundtrack, or maybe a mixture of both, during the hard, dark bit just before you meet the big boss at that end of the level”. 

I’m struggling to define Euamotubaina’s music… It’s just really interesting electronic progressions which build and evolve in to really entertaining musical arrangements. Euamotubaina tells me that there is more new material going up on his Soundcloud page soon!

Links:

https://soundcloud.com/euamotubaina

http://facebook.com/euamotubainablog

https://plus.google.com/u/euamotubaina

Text

Sobre humor e liberdade de expressão

“As pessoas que reivindicam liberdade de expressão para falar certas coisas sob a proteção do humor são, em geral, altamente contrárias a determinadas liberdades de expressão.”

A conversa, então, foi parar no bobo da corte – essa figura a quem historicamente coube a tarefa de divertir o círculo do rei. Para isso, recebia uma espécie de licença, ou de salvo-conduto, que lhe permitia difamar, insultar, esculhambar quem fosse. “Podia dizer que fulano dava para beltrano, ou que sicrano era um covarde filho da puta. O bufão era inimputável. Não era para ser levado a sério.” Além do mais, costumava ser fisicamente diferente das demais pessoas. Em geral era um anão, alguém deformado ou identificado com algo inferior ou ridículo. Suas roupas tinham guizos, adereços, itens carnavalizantes que o distinguiam das pessoas tidas como sérias e respeitáveis.

Tudo somado, o bobo da corte cumpria um papel corretivo: não era “um transgressor dos costumes”, mas, antes, “um corretor moral”, um elemento que servia a determinada estrutura de poder, reproduzindo-a justamente à medida que a avacalhava segundo as regras estabelecidas.

Ridendo castigat mores. Laerte recorreu à máxima em latim (algo como “o humor corrige ou castiga os costumes”) para lembrar que, etimologicamente, o verbo castigare deriva decastus e também quer dizer “tornar casto”. Fez então a ponte histórica com a atualidade: no seu entendimento, certo humor praticado hoje com muito êxito é herdeiro do bufão. Goza da mesma imunidade do palhaço da corte para “tornar castos” os costumes, ou seja, repisar preconceitos. Mas, diferentemente do bobo original, esse comediante contemporâneo se beneficia “da falta de fronteira entre a piada e a realidade, entre o discurso construído e a espontaneidade de quem pensa realmente daquele jeito”.

Laerte em trânsito, revista piauí #79

Text

Aspas

De cada sete manchetes dos grandes jornais brasileiros ao longo de cada semana, nos últimos dois meses, cinco foram tiradas de declarações. As outras duas se referem a eventos incontornáveis como acidentes e crimes graves, decisões políticas ou judiciais ou, mais raramente, tratam de questões levantadas por institutos de pesquisa. Há poucos registros, nesse período, de reportagens produzidas por meio da investigação jornalística que tenham chegado ao topo das primeiras páginas.

O que isso significa?

Primeiro, pode-se afirmar que o jornalismo apresentado aos leitores dos diários se transformou numa crônica do processo dialético do poder, do qual a imprensa destaca aquilo que lhe parece mais interessante ou conveniente.

Em segundo lugar, deve-se registrar que o jornalismo baseado em frases tende a se afastar da suposta objetividade, que é o fundamento de seu valor social: o jornalismo declaratório é uma confissão de que o interesse dos jornais já não está ancorado no mito da objetividade, mas no propósito do convencimento.

A pauta das fofocas, Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa

Photo
Tags: lomogram
Photo
Tags: lomogram