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Nos anos 1990, a voz gutural do MC, acompanhada de bases musicais sombrias parecidas a trilhas sonoras de filmes de suspense, revelaram o cotidiano violento de jovens que se matavam, a caminho do autoextermínio, protagonizando carreiras criminais ou sendo vítimas da violência policial.

Nesse período, tempos em que São Paulo alcançava taxas escandalosas de 53 homicídios por 100 mil habitantes, ter atitude era odiar. Sobrava inspiração para cantar e denunciar “a realidade”, cabendo aos rappers, na definição deles próprios, o papel de “CNN da periferia” (mais correto seria Al-Jazeera).

Na década que se seguiu, ao mesmo tempo que São Paulo e as periferias viviam processos de mudanças radicais, os Racionais de Mano Brown pareciam ter perdido o discurso. Os homicídios, que dizimaram parte da geração de Brown, hoje com 42 anos, despencaram 80%. Também aumentou o consumo de drogas e foi criada a mística em torno do Primeiro Comando da Capital (PCC), que organizou a distribuição de drogas nas biqueiras das quebradas.

Como se não houvesse muito mais a rimar e declamar, as músicas dos Racionais minguaram e nenhum álbum relevante foi lançado em dez anos. No mesmo período, as periferias foram dominadas pelo funk e pelo pancadão, celebrando o consumo e o prazer em excesso proporcionados pelo sexo casual e pelas drogas. Os anseios da geração de jovens das periferias ficaram mais próximos aos dos jovens da classe média paulistana.

O “sistema”, contudo, continuava a produzir camadas sociais que se movimentavam em sentidos opostos, como placas tectônicas na iminência de produzir terremotos. Brown, o cronista, estava atento e conseguiu compreender que era falsa a sensação de paz que a cidade experimentava.
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Mobile is going to crush Facebook - and most everything else if they keep going as they are

From The Huffington Post:

The logic for Facebook’s price decline is that they have a problem in mobile. They can’t offer all the games they can in a browser. They can’t offer the same ads or branding opportunities. All true.

From the Wall Street Journal :

As more people gravitate to smartphones and tablets, they’re increasingly forgoing the desktop to the access the Web. Between 2008 and 2011, the percentage of U.S. adults who accessed the Internet from PCs daily grew to 62 percent from 54 percent. In the same period, the percentage of daily mobile Internet users rocketed to 26 percent from 4 percent, according to Forrester Research.


“People see this modality of consumption shifting from the PC to mobile,” said Matt Murphy, a venture capitalist at Kleiner Perkins Caufield & Byers. “On top of that, mobile feels like it’s much more the kind of wide open that anybody can win kind of arena.”

All true as well.

However the same is absolutely true for every ad driven internet site. They face limitations in what they can offer on mobile vs what they can offer through a PC browser. Look at the Google search results on mobile. No where near the number of results. Thats fewer click and CPM opportunities and zero display ad opportunities. Of course Google has Android, but that still isn’t generating much , if any revenue for them and it isnt currently designed to.

And then lets not forget YouTube. Everyone is supposed to be dumping TV and heading to video right ? Well, how can that be if most online consumption is headed to mobile ? With so few mobile users having unlimited data plans, and that number most likely declining, then what is YouTube going to do when users start complaining and going nuts over the fact that they are having to pay for the data they use to watch YouTube mobile ads ? How many YouTube ads have you seen on a mobile device lately ?

Which leads to a much broader question. Just what percentage of PC Online usage will mobile displace ? Is it feasible that people will “cut the broadband cord” and live exclusively off of their mobile internet access ? Why not use your mobile as an in home hotspot rather than paying for two internet connections ? If you avoid streaming video and downloads its easy to stay within your caps. Do you know anyone that has cut their broadband access to go exclusively mobile internet ?

Bottom line, if you think mobile will displace online usage from PCs then you should immediately short Google and other ad plays and buy TV stations and networks. If you can’t buy an ad effectively on mobile and no one is using a PC to connect to the internet any more, then the only way to reach an audience is going to be via good old tv. And all that over the top video noise, forgettabout it.

I wonder what Netflix thinks about mobile vs pc online consumption ?

And this mobile-being-the-death-of-you thing is really valid for most other content providers - except video perhaps (for anything longer than 5 min, I’m still not convinced, no matter how large you make your smartphone screen). And yet, news outlets are still incapable of making decent mobile websites - no, I won’t download the app and yes, I’m looking at you @estadao and @valor_economico. And the recording industry is still insisting on individual licensing of desktop and mobile platforms for EACH country, no less - I’m looking at you, @lastfm. No wonder you idiots are losing money (wouldn’t call growing profits losing money, but anyways, let’s play your game). You are making it impossible for paying customers to download and stream your content legally.

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Melhor explicação da briga de frequências do 4G que já li até agora:

Quanto mais alta a frequência menor é a cobertura de uma antena e maior será a capacidade de transmitir dados. Assim, a opção pelas faixas de 2,5 GHz e 450 MHz se explica pela intenção de atender os grandes centros urbanos (com uma demanda muito grande por dados) e zonas rurais (grandes áreas, menos habitadas).

Diferente desse padrão é a faixa de 700 MHz, adotada principalmente pelos Estados Unidos, e apontada como o meio-termo mais conveniente para o 4G. Essa diversidade de frequências, no entanto, pode criar problemas, já que celulares e modems são fabricados para atender faixas específicas.

Após anunciar o novo iPad, com conexão 4G, a Apple foi acusada de propaganda enganosa pelos australianos, que não conseguiram fazer a conexão funcionar. O tablet foi feito para atender as frequências de 700 MHz e 2,1 GHz. O detalhe é que, na Austrália, a faixa do 4G é a de 1,8 GHz, porque, assim como no Brasil, lá a faixa de 700 MHz é ocupada pela TV analógica.

A matéria toda tá muito boa: A vez do 4G - Link - Estadão

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"Para o defensor público Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, o uso que está sendo feito das balas de borracha no Brasil e no mundo viola “descaradamente” o Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, um documento da ONU aprovado pela Assembleia Geral em 17 de dezembro de 1979. “Este código diz que o emprego de armas de fogo é considerado uma medida extrema, elas só devem ser usadas como último recurso quando houver resistência armada do outro lado e, por esse motivo, vidas - não patrimônio - estiverem em perigo”, ele começa. “Eu não acho que dependentes químicos raquíticos da Cracolândia ou jovens pedindo a legalização da maconha na Av. Paulista se enquadrem nesse perfil. E como bala de borracha é lançada por uma espingarda convencional com pólvora e tudo o mais, e não por estilingues, trata-se de arma de fogo."

Chumbo fino - Vendida como munição não letal, a bala de borracha, se não mata, no mínimo machuca - em vários sentidos

Estadão, 04/03/2012

(Source: estadao.com.br)

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Fala sério Estadão! Isso é o cúmulo do ridículo, uma matéria baseada completamente na interpretação subjetiva de UMA palavra por um repórter com inglês meia-boca, e completamente ideologizada pela mentalidade de colonizado do brasileiro classe média que acha que tudo o que é gringo é melhor e que os gringos estão sempre certos (detalhe que omitiram o título da matéria original da Foreign Policy, The Harvard of Hong Kong, and 8 Other GREAT International Schools). Além disso, peloamor, qualquer um que já trabalhou em redação sabe que esse tipo de matéria não é pra ser levada muito a sério mesmo - a razão que eles dão pra USP ser esportiva é porque brasileiro curte muito futebol, come on!

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Há um tempo atrás eu já apontei o ridículo dos argumentos usados prar prover que o governo Kirchner está querendo instalar uma ditadura chavista, bolivariana, whatever you wanna call it, na Argentina. Mas agora que inventaram um editorial para fazer isso, e ainda mais, com o mesmo jogo de palavras nojento que nos revoltou tanto quando a Folha o fez, me sinto forçada a repetir: Y U NO SHUT UP?!

Especialmente quando, dois dias depois, o mesmo jornal publica um artigo alertando para o perigo do que está acontecendo na Hungria, ignorada pelo resto do mundo Ocidental e os grandes defensores da democracia que nós julgamos ser.

Now, let’s get to the facts, lembrando que se trata de um jornal e uma sociedade que se vangloria da liberdade plena da qual goza, não pela democracia, mas pelo capitalismo liberal:

Para se ter ideia, no ano passado os gastos do governo com publicidade somaram o equivalente a US$ 288,2 milhões, três vezes mais do que em 2008, o primeiro ano de Cristina no poder. O Executivo federal é o maior anunciante do país. E a distribuição das verbas de propaganda obedece - como quase tudo o mais nas relações do Estado argentino com a sociedade - à lei do cão.

Last I heard, isso se chama lei do capital. Ou eu devo assumir que este senhor jornal recebe uma vasta fatia das verbas de propaganda de grandes construtoras como Andrade Gutierrez, Odebrecht, etc. porque apóia empreendimentos como Belo Monte e não aponta as falcatruas de licitações de projetos da Nova Luz? Oh. Oops.

Da mesma forma, a tentativa do governo de tomar o controle da única empresa de papel-jornal do país, atualmente controlada pelo grupo Clarín, também segue as regras do capitalismo ao meu ver. É uma disputa acionária sobre uma monopolia que, a meu ver, não deveria existir.

E pra não dizerem que sou do contra, concordo que são estranhas as leis “antiterrorismo” da especulação financeira e a que limita a participação privada na radiodifusão, embora concorde com as idéias por trás das medidas, mas o próprio editorial afirma que esta última foi aprovada parcialmente e está sub judice desde 2009, o que mostra que o executivo argentino ainda não tem tanto poder assim. 

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Acho que nem preciso é detalhar o teor dessas mensagens se foi essa a resposta necessária…

Acho que nem preciso é detalhar o teor dessas mensagens se foi essa a resposta necessária…

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Imprensa é perseguida pelo governo, dizem jornais - mas E OS JORNALISTAS?

É sério, eu não estou eximindo culpa de ninguém - nem do governo argentino, nem do brasileiro, nem do venezuelano. Mas eu estou DE SACO CHEIO de ser usada pelos donos dos jornais, e por reacionários defensores de uma suposta “liberdade de imprensa”, pra reclamarem de “censura”. A última é do @estadao de hoje, como sempre: Imprensa argentina é perseguida pelo governo, diz relatório.

Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) sustenta que, embora os jornalistas argentinos “formalmente possam dizer o que pensam, quem faz isso fica exposto à represália e à perseguição”. Nos últimos anos associações jornalísticas reclamaram de grampos telefônicos aos jornalistas, redução drástica (ou eliminação completa) da publicidade oficial aos meios de comunicação não alinhados com a presidente Cristina Kirchner, piquetes de sindicatos aliados do governo nas portas das gráficas dos jornais para impedir a saída de exemplares (com a omissão da Polícia), além de blitze sem justificativas da Afip, a Receita Federal argentina. Organizações sociais vinculadas à presidente realizaram “tribunais populares” com simulacros de julgamentos de jornalistas não alinhados com o governo.

Peraí! Jornalista quase nunca pode dizer o que pensa em qualquer democracia - vide as diversas demissões de jornalistas por terem comentado coisas que não agradaram aos chefes no Twitter pessoal. Quem fala o que pensa, e fala bastante, mesmo com as intimidações do governo (senão nem ficaríamos sabendo) são os jornais.

Agora, as intimidações descritas acima como prova de censura na Argentina são foda. Redução na publicidade?! Vcs acusariam a Odebrecht de censura se eles parassem de financiar o jornal com seus anúncios bilionários? (Mas claro, a Odebrecht nunca faria isso porque vcs estão perfeitamente alinhados com os interesses deles - vai perguntar pra qualquer veículo que denuncia as falcatruas das empreiteiras se eles ganham publicidade da Odebrecht.) Ataques de organizações sociais vinculadas ao governo?! E existe alguma organização social que não concorde com os jornais que não seja considerada pelos jornais como vinculada ao governo? No Brasil, eu conheço muitas que são críticas ferrenhas do governo Lula, mas nas raras vezes que aparecem no jornal são apontadas como “vinculadas ao governo” porque concordam com uma ala minoritária do PT que defende a regulação social da mídia - que nunca foi e provavelmente nunca será implementada nesse país (não se preocupem) por causa do forte lobby dos jornais, mesmo com vários pontos sendo previstos na Constituição.

Agora, Estadão, me conte a história do pesado financiamento que o Clarín obteve do governo argentino quando estava quase falindo. O jornal tem problemas fiscais - mas concordo que uma blitz da Receita, mesmo que justificada, seja intimidação. Mas isso não impediu o Clarín de continuar criticando o governo. Assim como grampos telefônicos, que não precisam vir necessariamente de ordens de cima, ou até de dentro do governo. Como vimos na Inglaterra, quem faz o grampo pode até ser mesmo um jornal!

Mas eu concordo com seu último argumento de uma “perseguição” do governo argentino aos jornais, escondido no final do texto: 

O governo da presidente Cristina Kirchner está retomando os movimentos no Congresso Nacional para, nos próximos meses, aprovar um projeto de lei elaborado no ano passado que declara que a produção, distribuição e comercialização de papel de jornal seja declarado de “interesse público”.

Viu? Eu não sou cri-cri, aceito uma tese com argumentos. Só me faça o favor e tire meu nome disso. Não é o jornalista que está sendo perseguido, é o jornal. Se vc quer falar do jornalista, entrevista o sindicato, não a associação dos jornais.

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Se você analisar eles [Veja, imprensa] fracassaram na questão da separação da Dilma, de dividir a base dela, entendeu? De tirar o PMDB e o PR da base. E para piorar, para eles, o PV acabou decidindo apoiar a Dilma. Além de o Fernando Henrique e o Aécio terem feito este gesto de estender a mão, sem entrar no mérito da divisão do PSDB, com o Álvaro Dias e o Serra se posicionando contra.

O resultado final disso tudo é que a estratégia de rachar a base do governo não deu certo.

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— (sem julgar o mérito) José Dirceu em entrevista à Revista Fórum

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Acho complicado essa história de Twitter pessoal/profissional. Já levei bronca por postar uma amenidade sobre meu ambiente de trabalho por exemplo (um erro, de fato), mas não concordo com as restrições que as empresas fazem em relação ao nosso uso pessoal das redes sociais. Está mais que na hora de admitirmos todos, como uma classe, que nós jornalistas temos sim opiniões, mas isso não interfere no nosso trabalho.

A imprensa brasileira tem uma cultura de se fingir imparcial quando isso não é verdade. O Estadão deu o primeiro passo com um editorial defendendo a candidatura de Serra nas eleições ano passado, prática já comum em outros países. Está na hora de estendermos isso aos jornalistas.

No Twitter, não falo o que comi no dia, mas comento notícias e desabafo como consumidora, defendo minhas posições políticas. Acho mais transparente do que fingir que não às tenho. Quem sabe essa não é a melhor forma de explicitar os limites entre vida pessoal e profissional?

Muitas vezes me parece que esse discurso de que esse limite está se desfazendo é apenas um bom argumento para as empresas aumentarem ainda mais seu controle sobre as nossas vidas, da mesma forma que a internet já extrapolou a máxima de que jornalista é jornalista 24h (e agora nem pagam hora extra mais).

Ou talvez isso seja apenas revolta de Geração Y mimada da minha parte. O que acham as gerações mais antigas?