Thursday, October 17, 2013

Além de tratar as complexas relações entre violência e hip hop, Silva vai além, destacando que a dinâmica da carreira acadêmica atual – “que ocupa os professores universitários com reuniões infindáveis, preenchimento de formulários, inúmeras orientações de mestrado e doutorado” – provoca, entre outras coisas, consequências negativas para a atuação pública do intelectual: há um vácuo criado na cena pública a partir dos anos 1990 que faz com que surjam novos organizadores da cultura, os intelectuais periféricos.

São personagens que, de acordo com Silva, ganharam relevância e estabeleceram diálogo com a academia e com a mídia sem terem, necessariamente, passado pela universidade ou pelo ensino básico. É o caso de Mano Brown, Thaíde, Paulo Lins, Ferréz, MV Bill, Sabotage e Rappin’ Hood. “Na realidade, a tese procura ir a contrapelo: se Chico Buarque, Caetano Veloso, Augusto Boal, Zé Celso Martinez Corrêa, podem ser intitulados intelectuais, por que Mano Brown não pode?”.

Fonte Revista Cult

A periferia pede passagem: trajetória social e intelectual de Mano Brown
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Rogério de Souza Silva
Friday, July 13, 2012