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"Se uma pessoa emite um julgamento moral contra a homossexualidade, essa pessoa deve ser simplesmente confrontada com argumentos melhores. Mas, se ela pretende instalar sua crença na legislação ou desencadeie uma campanha de ódio e discriminação, entramos em outro território. Se essa propaganda homofóbica contribui para a instalação de um ambiente político em que gays, lésbicas, travestis ou transgêneros sintam-se moralmente depreciados ou fisicamente ameaçados, isso jamais poderá ser considerado “liberdade de expressão”. Na maior parte dos países europeus, o discurso antissemita é considerado racismo e contra a lei. E o discurso racista é mais facilmente identificado com a injúria do que o homofóbico. Eis o problema. Nos EUA, a liberdade de expressão tende a ser considerada um direito que se sobrepõe a todos os outros e, por isso mesmo, o último a ser passível de restrição. Então, mulheres, travestis e transexuais podem ser perturbados nas ruas sem que isso seja considerado contra a lei, a não ser que fique explícita a intenção de agredir. E o risco de se tolerar esse tipo de discurso é criar um ambiente público intoxicado."

Judith Butler, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, autora da comentada Queer Theory, que sustenta que a identidade sexual ou de gênero é resultado de uma construção social e não de papéis biologicamente definidos, em entrevista ao caderno Aliás, do Estadão.

(Source: estadao.com.br)

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On one hand, you see a “new” Detroit. Young, white, educated and employed are the characteristics of those who are taking a chance on the city.

They stand in stark contrast to native Detroiters — most of whom are African-Americans and many who are undereducated and unemployed — who have stayed and stuck it out over the years, through challenge and controversy. The native Detroiters, tired of the struggle and lack of change, see problems, while the new Detroiters — armed with energy and excitement — see possibilities.

There are also lifestyle changes: Bike lanes and racks at bus stops; community gardens on main thoroughfares, and pedestrians walking, running, skateboarding or pushing baby strollers well after dusk are becoming common sights. Sidewalk cafes are the red carpets to welcome new residential developments and a Whole Foods, the ultimate suburban stamp.

Urban assets — from abandoned buildings to graffiti laden walls — breed inquisitiveness and intrigue among the new Detroiters, while the same are seen as eyesores or urban decay by those who have lived in its midst and watched the city decline over the years.

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Nos anos 1990, a voz gutural do MC, acompanhada de bases musicais sombrias parecidas a trilhas sonoras de filmes de suspense, revelaram o cotidiano violento de jovens que se matavam, a caminho do autoextermínio, protagonizando carreiras criminais ou sendo vítimas da violência policial.

Nesse período, tempos em que São Paulo alcançava taxas escandalosas de 53 homicídios por 100 mil habitantes, ter atitude era odiar. Sobrava inspiração para cantar e denunciar “a realidade”, cabendo aos rappers, na definição deles próprios, o papel de “CNN da periferia” (mais correto seria Al-Jazeera).

Na década que se seguiu, ao mesmo tempo que São Paulo e as periferias viviam processos de mudanças radicais, os Racionais de Mano Brown pareciam ter perdido o discurso. Os homicídios, que dizimaram parte da geração de Brown, hoje com 42 anos, despencaram 80%. Também aumentou o consumo de drogas e foi criada a mística em torno do Primeiro Comando da Capital (PCC), que organizou a distribuição de drogas nas biqueiras das quebradas.

Como se não houvesse muito mais a rimar e declamar, as músicas dos Racionais minguaram e nenhum álbum relevante foi lançado em dez anos. No mesmo período, as periferias foram dominadas pelo funk e pelo pancadão, celebrando o consumo e o prazer em excesso proporcionados pelo sexo casual e pelas drogas. Os anseios da geração de jovens das periferias ficaram mais próximos aos dos jovens da classe média paulistana.

O “sistema”, contudo, continuava a produzir camadas sociais que se movimentavam em sentidos opostos, como placas tectônicas na iminência de produzir terremotos. Brown, o cronista, estava atento e conseguiu compreender que era falsa a sensação de paz que a cidade experimentava.
Video

(obs. queria poder citar a fonte do desenho, mas ninguém quem fez….êêê internet!)

(Source: Spotify)

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Concordo em parte (e escrevo enquanto ouço a galera do Comando Legal metendo o pau, mas foda-se que vcs são uns chatos). Agora Eduardo e Rica mandaram umas boas que vou distorcer para meus propósitos esquerdistas: “o cara te rouba não pq vc tem e ele não, é pq vc é trouxa” e “somos nós, cidadãos de bens, que vivemos presos”.

And that’s my point. O Sakamoto exagera, mas que é verdade (e perigando usar o mesmo tipo de argumento de quem diz “quem se veste como vadia tá pedindo pra ser estuprada” - sim, reconheço minha própria hipocrisia) que um carrão, que um muro chamam a atenção, isso é. Tive sorte de nunca ter uma arma na minha cabeça (apesar de frequentar alguns dos lugares que sofreram arrastão), mas já tive meu celular furtado no ônibus diversas vezes - pode-se dizer por ostentar, e por ser trouxa. Se dirigisse, talvez a história seria outra. (Eu sei que esse comentário foi babaca, but it proves my point.)

Não tenho medo de ser assaltado em meu carro porque não tenho carro. Não receio que levem minhas jóias ou meu relógio caro porque não tenho relógio. Não fico com pavor de entrarem na minha casa e levarem tudo porque meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia. Não me apavoro em andar na rua à noite a não ser por conta do risco de chuva. E por mais que vá a bons restaurantes de vez em quando, devo ressaltar que nunca fui assaltado em nenhuma barraca de cachorro-quente…

(…)

Mais do que uma escolha pelo crime, a opção de muitos jovens pelo roubo é uma escolha pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida. Não defendo essa opcão, mas sabemo que, dessa forma, o jovem pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo – pois não são apenas os jovens de classe média alta que são influenciados pelo comercial de TV que diz que quem não tem aquele tênis novo é um zero à esquerda.

(…)

São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, mas apenas uns poucos são efetivamente cidadãos, com acesso a todos os seus direitos previsto em lei. (…) Para cada assassinato em Moema, mais de 100 são mortos no Grajaú. Só que a morte de uma jovem em Moema causa mais impacto na mídia do que a de 100 no Grajaú.

Pensando bem, a liberdade de não ter carro e não ter medo de andar na rua é um privilégio das classes mais abastadas, assim como o contato muito mais esporádico com a violência.

I guess my point is, por mais arrogante que seja, é que a gente tem a sorte de poder escolher viver livre do medo. É só não ostentar. Ou melhor, é só não sermos tão materialistas. Ser menos “cidadãos de bens”, ser menos trouxas.

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enlighteningnews:

liberalreader:

“Socialism never took root in America because the poor there see themselves not as an exploited proletariat but as temporarily embarrassed millionaires.”
- John Steinbeck

One of the greatest cons ever pulled off.

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“Socialism never took root in America because the poor there see themselves not as an exploited proletariat but as temporarily embarrassed millionaires.”

- John Steinbeck

One of the greatest cons ever pulled off.

(via hauntedcum)

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The devil..?dearabbynormal:

Brilliant. Truly.

The devil..?

dearabbynormal:

Brilliant. Truly.

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Tags: sociedade
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THIS is the kind of stuff that’s missing from Tumblr’s so called sex positivity blogs
Esp. love the Brazil shots (guess they’re close to home)
(And Matt, give us a head’s up next time you’re in São Paulo. I might have a couple for you ;)
mattblum:

One from Sao Paulo, Brazil

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Announcing “I’m offended” is basically telling the world you can’t control your own emotions…

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(Source: someecards.com, via toptumbles)