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Concordo em parte (e escrevo enquanto ouço a galera do Comando Legal metendo o pau, mas foda-se que vcs são uns chatos). Agora Eduardo e Rica mandaram umas boas que vou distorcer para meus propósitos esquerdistas: “o cara te rouba não pq vc tem e ele não, é pq vc é trouxa” e “somos nós, cidadãos de bens, que vivemos presos”.

And that’s my point. O Sakamoto exagera, mas que é verdade (e perigando usar o mesmo tipo de argumento de quem diz “quem se veste como vadia tá pedindo pra ser estuprada” - sim, reconheço minha própria hipocrisia) que um carrão, que um muro chamam a atenção, isso é. Tive sorte de nunca ter uma arma na minha cabeça (apesar de frequentar alguns dos lugares que sofreram arrastão), mas já tive meu celular furtado no ônibus diversas vezes - pode-se dizer por ostentar, e por ser trouxa. Se dirigisse, talvez a história seria outra. (Eu sei que esse comentário foi babaca, but it proves my point.)

Não tenho medo de ser assaltado em meu carro porque não tenho carro. Não receio que levem minhas jóias ou meu relógio caro porque não tenho relógio. Não fico com pavor de entrarem na minha casa e levarem tudo porque meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia. Não me apavoro em andar na rua à noite a não ser por conta do risco de chuva. E por mais que vá a bons restaurantes de vez em quando, devo ressaltar que nunca fui assaltado em nenhuma barraca de cachorro-quente…

(…)

Mais do que uma escolha pelo crime, a opção de muitos jovens pelo roubo é uma escolha pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida. Não defendo essa opcão, mas sabemo que, dessa forma, o jovem pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo – pois não são apenas os jovens de classe média alta que são influenciados pelo comercial de TV que diz que quem não tem aquele tênis novo é um zero à esquerda.

(…)

São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, mas apenas uns poucos são efetivamente cidadãos, com acesso a todos os seus direitos previsto em lei. (…) Para cada assassinato em Moema, mais de 100 são mortos no Grajaú. Só que a morte de uma jovem em Moema causa mais impacto na mídia do que a de 100 no Grajaú.

Pensando bem, a liberdade de não ter carro e não ter medo de andar na rua é um privilégio das classes mais abastadas, assim como o contato muito mais esporádico com a violência.

I guess my point is, por mais arrogante que seja, é que a gente tem a sorte de poder escolher viver livre do medo. É só não ostentar. Ou melhor, é só não sermos tão materialistas. Ser menos “cidadãos de bens”, ser menos trouxas.

Quote
"Para o defensor público Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, o uso que está sendo feito das balas de borracha no Brasil e no mundo viola “descaradamente” o Código de Conduta para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei, um documento da ONU aprovado pela Assembleia Geral em 17 de dezembro de 1979. “Este código diz que o emprego de armas de fogo é considerado uma medida extrema, elas só devem ser usadas como último recurso quando houver resistência armada do outro lado e, por esse motivo, vidas - não patrimônio - estiverem em perigo”, ele começa. “Eu não acho que dependentes químicos raquíticos da Cracolândia ou jovens pedindo a legalização da maconha na Av. Paulista se enquadrem nesse perfil. E como bala de borracha é lançada por uma espingarda convencional com pólvora e tudo o mais, e não por estilingues, trata-se de arma de fogo."

Chumbo fino - Vendida como munição não letal, a bala de borracha, se não mata, no mínimo machuca - em vários sentidos

Estadão, 04/03/2012

(Source: estadao.com.br)

Photo
wearethe99percent:

I am 26 years old.
I live with my parents. I have a BS in Aeronautical Engineering.
I have over $30K in student loans. ($400/mo.)
I make $11/hr at my current job.
I have friends who got jobs making:
NUCLEAR SUBMARINES
GUIDED MISSILES
UNMANNED COMBAT AERIAL VEHICLES
WEAPONS SYSTEMS
MILITARY SOFTWARE/HARDWARE
I have a question:
If I refuse to work for a defense contractor as an engineer, where can I get a job that doesn’t involve KILLING PEOPLE?
I realise I am fortunate enough to have a job, a home, medical coverage, food, a car, and other things.
Many aren’t.
I also realise that the reason my friends and I are is the same reason many aren’t.
I am the 99%
against the CORPORATE MILITARY INDUSTRIAL COMPLEX.
occupywallstreet.org

wearethe99percent:

I am 26 years old.

I live with my parents. I have a BS in Aeronautical Engineering.

I have over $30K in student loans. ($400/mo.)

I make $11/hr at my current job.

I have friends who got jobs making:

NUCLEAR SUBMARINES

GUIDED MISSILES

UNMANNED COMBAT AERIAL VEHICLES

WEAPONS SYSTEMS

MILITARY SOFTWARE/HARDWARE

I have a question:

If I refuse to work for a defense contractor as an engineer, where can I get a job that doesn’t involve KILLING PEOPLE?

I realise I am fortunate enough to have a job, a home, medical coverage, food, a car, and other things.

Many aren’t.

I also realise that the reason my friends and I are is the same reason many aren’t.

I am the 99%

against the CORPORATE MILITARY INDUSTRIAL COMPLEX.

occupywallstreet.org

Video

Food for thought by stating the obvious:

Funny how protestors all over the world (and especially in the West) are always being acused of “having something to hide” for covering their faces, and yet no one complains about anti-riot police helmets getting in the way of identifying the perpetrators of this sort of violence. And before you start talking to me about protection, tell me who needs more protective gear: those who are getting stones thrown at them or those who are on the receiving end of batons, heavy military boots, horses, pepper sprays, tear gas and (maybe) rubber bullets?

Link

Muito mais do que pela autonomia universitária, a luta contra a PM no campus, desde já, deve ser simbólica e solidária a todos e todas que foram mortos e são oprimidos pela polícia todos os dias, na periferia, nas favelas, no campo. É um grito de basta a uma corporação vestigial e ideológica, formatada nos tempos de ditadura militar, a serviço da burguesia e do Estado, cuja função principal, acima de tudo, é reprimir toda e qualquer manifestação que questione a ordem vigente.

Uma corporação que elege negros, pobres e militantes de movimentos sociais como seus alvos prediletos; que, apesar de pública, é fechada, sem transparência, rigidamente hierarquizada, sobre a qual a população não tem qualquer controle; que tem como modos-operandi a chantagem, o suborno, a ameaça, a vingança; que constantemente se envolve em escândalos de corrupção, em episódios de tortura e abuso de poder que vitimizam de motoboys a juízas; que no passado fomentou grupos de extermínio e hoje cerra as fileiras de milícias criminosas; que protagonizou alguns dos episódios mais tristes da história recente do país, como os massacres do Carandiru, Carajás, Corumbiara, Vigário Geral, Candelária, Acari e Queimados; que, a título de honra e vingança, executou mais de 400 moradores da periferia de São Paulo após os ataques do PCC em maio de 2006. Em resumo, uma corporação falida, que definitivamente já mostrou não ser capaz de servir e proteger a população.”

Autor: Guilherme Balza

Photo
Anyone know where these pictures are from?

Anyone know where these pictures are from?

(Source: metarrealidad, via wagnerbrito1)

Quote
"…a photograph of the violence you inflict is always, in very large measure, a self-portrait."

Philip Gourevitch on why we shouldn’t release the photos (via newyorker)

Photo
politicaetc:

Operação militar: vista pela classe média e pelo morador da favela.

politicaetc:

Operação militar: vista pela classe média e pelo morador da favela.

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politicaetc:

O tráfico que a TV mostra e o tráfico que a TV não mostra.

politicaetc:

O tráfico que a TV mostra e o tráfico que a TV não mostra.

Text

Uma bala perdida na Zona Sul é uma tragédia…

Republico aqui post do blog http://celprpaul.blogspot.com/, com negritos meus:

É ISSO MESMO! PARA CIMA DELES! SÓ NÃO PODE ACERTAR EM MIM E NA MINHA FAMÍLIA.

    É plenamente aceitável que a população do Rio de Janeiro e do Brasil esteja aplaudindo a invasão do território da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, afinal o povo fluminense vive há muito tempo sofrendo com a violência urbana, que provoca a morte de pessoas de bem, de policiais e de criminosos, em todos os lugares e em qualquer horário.
    A presença do BOPE, os heróis do Rio, aumenta tal emoção, que cresce geometricamente com a presença das Forças Armadas, pois muitos sempre acreditaram que o problema do Rio só seria resolvido com a presença delas.
    Os aplausos são compreensíveis, pois a avaliação do povo é nesta direção, todavia, tecnicamente não pode ser a mesma interpretação.
    O artigo que encerra este artigo será crucificado com expressões como “lá vem os protetores dos bandidos” e semelhantes, entretanto, para avaliar tecnicamente cada fato, precisamos avaliar os fatos sem emoção e com razão.
    Cidadão, o que você está assistindo pela televisão?
    Uma invasão militar em um território onde 99% dos residentes são pessoas de bem, como o próprio governo reconhece.
    Curto e grosso:
    Uma ação de guerra está sendo desenvolvida em uma comunidade densamente povoada por cidadãos brasileiros. Pobres, alguns miseráveis, mas tão cidadãos brasileiros quanto os que pagam só de IPTU, o que eles não conseguem por ano.
    Os integrantes das Forças Armadas, das Forças Policiais e os traficantes de drogas estão trocando tiros com armas fabricadas para serem usadas em guerras, OS FUZIS.
    Cidadão, procure saber a capacidade transfixante de uma munição de fuzil.
    É guerra, como ocorre em outros locais do mundo.
    Ou não é isso?
    Estou mentindo?
    Sou destemperado, como alega o governo fluminense?
    Você pode argumentar:
    Coronel, mas não existe outra solução? Tem que ser assim ou não se faz nada.
    Eu discordo completamente, oportunamente escreverei sobre isso, mas adianto que o quadro atual é fruto da inércia dos governos estadual e federal, que não fazem o que devem fazer, começando pela valorização e qualificação das forças estaduais da segurança pública. Eles criaram as condições atuais.
    Por enquanto, vamos ficar com a sua opinião:
    Não existe outra solução.
    Então, por que o governo Sérgio Cabral não desenvolveu este tipo de ação de guerra quando ocupou o Dona Marta?
    O Morro dos Cabritos?
    O Pavão/Pavãozinho?
    O Babilônia?
    O Chapéu Mangueira?
    Era muito mais fácil agir em tais comunidades, o tráfico é muito menos poderoso.
    Bastava agir da mesma forma: pedir socorro às Forças Armadas e à Polícia Federal, cercar, usar os blindados adequados, enfrentar os traficantes (número muito menor), aprender suas armas de guerra (em número muito menor) e, depois, implantar a UPP.
    Simples, primário, muito mais fácil de fazer.
    Isso evitaria que eles se deslocassem e reforçassem a Vila Cruzeiro e o Complexo, como o próprio governo não cansa de afirmar.
    Por que o governo Sérgo Cabral não agiu assim?
    Não cercou estas comunidades, com está fazendo no Complexo do Alemão, para impedir que deixassem os locais e possibilitando que fossem presos?
    Simples, primário.
    Elitismo!
    Uma bala perdida na Zona Sul é uma tragédia, poderia significar a perda da reeleição, enquanto milhares de balas perdidas na Zona Norte, representam que o governo está enfrentando heroicamente o tráfico de drogas.

    Por favor, leia o artigo, usando a razão.
    “IG ANISTIA INTERNACIONAL.
    Anistia Internacional critica ação da Polícia no Rio
    Pesquisador da entidade diz que ‘violência é inaceitável’ mas afirma que resposta da Polícia pôs comunidade em risco
    A Anistia Internacional pediu neste sábado ao governo brasileiro que atue dentro da lei em sua resposta à onda de violência promovida pelas quadrilhas de traficantes no Rio de Janeiro, ao longo da última semana. “Esta violência é totalmente inaceitável, mas a resposta da Polícia colocou em situação de risco às comunidades”, manifestou em comunicado Patrick Wilcken, pesquisador da Anistia Internacional especializado no Brasil.
    Wilcken destacou que “as autoridades devem garantir em primeiro lugar a segurança e o bem-estar geral da população em qualquer operação em áreas residenciais”. Na opinião do pesquisador da AI, esta onda de violência “é sintoma de erros profundos no sistema de Justiça” e deveria representar “uma sinal de alerta para as próximas administrações federais e estaduais”.
    Anistia expressou seu temor de que a operação de segurança em andamento em torno do grupo de comunidades conhecidas como Complexo do Alemão derive em maior derramamento de sangue.
    Esta organização lembrou que em 2007 ocorreu uma operação similar no Complexo do Alemão, onde as mortes de 19 pessoas nunca foram esclarecidas, apesar da comissão de direitos humanos ter afirmado que ocorreram execuções extrajudiciais. “A operação não teve impacto positivo de longo prazo para a segurança da comunidade”, assinalou AI.
    Além disso, “a tarefa policial no Rio de Janeiro segue ligada aos métodos repressivos”, como demonstra o número de mais de 500 pessoas mortas nas mãos da Polícia neste ano, o que as autoridades classificam como “ações de resistência”.
    Só peço que as autoridades do governo estadual e federal assumam as suas responsabilidades e não empurrem tudo para a conta dos policiais.
    Criaram a GUERRA, assumiram os riscos, assumam a responsabilidade.

    JUNTOS SOMOS FORTES!
    PAULO RICARDO PAÚL
    PROFESSOR E CORONEL
    Ex-CORREGEDOR INTERNO